segunda-feira, 16 de abril de 2018

Hino Nacional Brasileiro

A       
      RECORDAÇÃO
        
      Lembro-me no inicio do ano de 1995 quando na ocasião tive oportunidade de aperfeiçoar meus estudos e conhecimentos na música, principalmente em Teoria Musical.  Na época fui estudar na Ordem dos Músicos do Brasil em Belo Horizonte. Chegando lá um Maestro que  atendeu-me perguntou se eu sabia executar o Hino Nacional Brasileiro, respondi que Não. Logo em seguida argumentou: depois que você aprender a executar o Hino Nacional Brasileiro no seu instrumento (Saxofone) você já terá conseguido um grande avanço na aprendizagem da música! Pensei comigo: “será que aqui vou aprender tocar somente o Hino Nacional Brasileiro”? Pois bem, depois de algumas orientações do Maestro solicitou-me que na próxima aula eu já deveria providenciar o livro “Teoria Elementar da Música” de Osvaldo Lacerda, seriam dois livros um de teoria e outro somente de exercícios como também um caderno de música (possuo-os até hoje).
Iniciei as aulas com vários Professores da UFMG e após alguns meses de estudos de teoria musical e outros exercícios como: Solfejo, ditado melódico e rítmico entre outros entendi o que o Maestro quis que dizer com suas palavras: no Hino Nacional Brasileiro está agregado quase todas as nuances e aspectos importantes na aprendizagem da música como: apogiaturas, quiálteras, acordes de dominantes, expressões, andamentos, instrumentos transpositores e suas famílias, aproximação cromática e muito mais! Particularmente entendo que nele está adicionado toda aprendizagem da música que evidenciamos nas salas de aulas, é uma das composições mais bem elaboradas e mais belas que conheço, já tive oportunidade de executar em várias e diferentes comemorações e eventos.
       Depois de inúmeras pesquisas, a partir de agora irei disponibilizar muitas indicações sobre o Hino Nacional Brasileiro através das informações históricas, curiosidades, partituras, teoria, e tudo o que for necessário para que os leitores apreciam e bem, parte do processo de aprender/ensinar proporcionando possibilidade a todos os interessados. Vamos tentar primeiramente possuir a ideia que esta música é o nosso hino maior. Quem sabe, essa primeira iniciativa se “alastre” e surgem outras inovadoras!

A HISTÓRIA

      O autor da música é Francisco Manuel da Silva (1795-1865) e da letra, Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927). Observando as datas, concluímos facilmente que o poema nasceu cinco anos após a morte do músico. Portanto, eles nem sequer puderam ser apresentados um ao outro. Isso nos leva a pesquisar a interessante história do hino, mas vamos fazê-lo de maneira prática e resumida. Escrito talvez, em 1822 ou 1823. Alguns suspeitam de 1831. As primeiras datas, embora controvérsias existam, são as mais prováveis devido à comemoração da Independência. A composição    foi    feita   sobre   os    versos    de
 Um desembargador piauiense chamado Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva. Letra considerada ruim, foi feita por ocasião da abdicação de D. Pedro I, em 7 de abril de 1831, para festejar a partida da família para Portugal.
A letra era uma critica aos portugueses e o hino ficou conhecido como o Hino Sete de Abril. (Aí surge o nó na cabeça dos historiadores, pois alguns supõem que tenha sido a música composta sem a letra por volta de 1822 e adaptada à primeira letra em 1831.
A segunda letra anônima, pior que a primeira, foi uma adaptação para bajular o novo imperador e comemorar a sua coroação , em 1841.
      À ocasião da Proclamação da República, muitos queriam apagar as lembranças do velho regime e abriram um concurso para o novo Hino Nacional no dia 20 de Janeiro, para descartar o hino feito por Francisco Manuel da Silva.
      Em 4 de Janeiro de 1890, Oscar Guanabarino escreve um artigo em defesa do hino de Francisco Manuel e pede a Deodoro da Fonseca, o que gerou a simpatia de muita gente do governo provisório, para manter o hino como o Nacional Brasileiro, como sempre foi, segundo a opinião do povo.
      Em 20 de Janeiro de 1890, data do concurso que iria escolher o novo hino, já haviam decidido não anular o concurso, mas realiza-lo de forma que a escolha fosse para o Hino da Programação da República. O vencedor foi o hino de Leopoldo Miguez com a letra de Medeiros de Albuquerque. No mesmo dia, Deodoro da Fonseca assina a oficialização dos dois hinos: O Hino Nacional Brasileiro e o Hino da Proclamação da República.
     Em 1906, houve uma proposta na tribuna da Câmara dos Deputados da realização do poema definitivo para o Hino Nacional.
      Em 1908, Dr. Augusto Tavares de Lira, o Ministro da Justiça, nomeou uma comissão para rever o Hino. Assim, a comissão abriu um concurso de poemas e deu o prêmio  à letra   de
Osório Duque Estrada.
    Em 1916, o poema introduziu modificações no poema que dizia: “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas. Da independência o brado retumbante...”
      Em 21 de agosto de 1922, o Decreto nº 4.559 autoriza o Poder Executivo a adquirir a propriedade dos versos.
     Em 6 de setembro de 1922, a um dia da comemoração do centenário da Independência, era a letra oficializada pelo Decreto15.671.
    Em 23 de junho de 1936, foi apresentado um projeto de lei que tornava obrigatório o canto do Hino Nacional em todas as escolas primárias e nos estabelecimentos de ensino normal.
   No dia 1º de outubro de 1936, vem a promulgação do Decreto259, confirmando a obrigatoriedade do ensino do hino, e consagra a orquestração de Leopoldo Miguez, a instrumentação para bandas de Antonio Pinto Junior, no tom de Bb (Si bemol Maior), e a partitura de Alberto Nepomuceno no tom de F (Fá Maior).     

      Bem, espero ter compartilhado de forma agradável e simples essas novas informações tão antigas e tão distantes do conhecimento comum. Quero ressaltar que todos esses compositores mencionados foram e são importantes como um Mozart, um Beethoven, e tão esquecidos por nossas orquestras. Nosso principal e maior compositor, Carlos Gomes, é muito pouco ouvido nas rádios, TVs, nas redes sociais e em concertos.
     No próximo mês daremos continuidade a este trabalho enfatizando as leis e as formalidades que regulamentam a execução do Hino.
      Até lá...

Marcos Bichara é professor no Conservatório de Música "Maestro Marciliano Braga" em Varginha. atualmente ministrando as disciplinas de Percepção, Musicalização, Teclado, Informática/Tecnologia na Música. Ministra aulas particulares de Teclado e Saxofone. Trabalha em vários eventos socio-culturais em Varginha e região. Proprietário do web site www.artdamusica.blogspot.com.br .

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Quantitativo de Vagas para 2018


O Conservatório de Varginha comunica aos candidatos o número de vagas disponíveis para 2018, por instrumento.

Atenção! As vagas referem-se a adultos e crianças. Não desanime e fique atento. Compareça ao Conservatório para reservar a sua!
Todos nós temos um segundo instrumento de preferência. Quem faz teclado ou bateria, pode também gostar, por exemplo, de guitarra. Então, faça sua segunda opção.
Se você se inscreveu para determinado instrumento e acha que não vai ter já a sua vaga para ele, faça conjuntamente sua inscrição para outro, mesmo que de forma provisória. 

Não deixe passar a oportunidade de já ir estudando, pois além da matéria específica do instrumento você vai estudar outras, paralelas e desenvolver técnicas imprescindíveis ao aprendizado da música. 
E depois, quando menos você esperar, ainda pode surgir aquela sua vaga tão pretendida!

INSTRUMENTO    NÚMERO DE VAGAS

ACORDEON                                   19
BATERIA                                        31
CANTO                                          88
CAVAQUINHO                               12
CLARINETE                                   10
CONTRABAIXO                             20
GUITARRA                                  119
FLAUTA TRANSVERSAL               11
FLAUTA DOCE                           150
TROMBONE                                    5
TROMPETE                                     7
PERCUSSÃO                                 30
VIOLONCELO                              10
VIOLÃO                                     271
VIOLA CAIPIRA                            21
PIANO                                          87
SAXOFONE                                  27
TECLADO                                    68
VIOLINO                                      61

TOTAL                                     1047

A todos, antecipamos os votos de Boas Festas!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

GIG CEMVA ROCK



E a música não pára por aqui!!!!
Rolou ontem, quinta-feira (30/11/2017), o show da galera da GIG CEMVA ROCK, na 291º edição da Quinta da Boa Música na Estação Ferroviária de Varginha.


A apresentação de alunos e professores do Conservatório Estadual de Música "Maestro Marciliano Braga" de Varginha contou com a participação de convidados, e apesar da chuvinha insistente, com a presença de um público marcante que tem sido conquistado por estes jovens talentos e que cada vez mais se faz fiel nas apresentações da GIG.

Parabéns a todos os envolvidos e responsáveis por este trabalho.



Aos alunos, primeiramente por se disponibilizarem e não medirem esforços para a construção do repertório, ensaios e produção de forma geral. Parabéns a vocês Gabriel Tavares, Marcelo Elídeo, Mozart Santos, Henrique de Abreu, Eric Tempesta, Luiz Gustavo, Janaine Pereira, Rebeca Zambotti, Cassiele Oliveira, Crislaine Augusta, Matheus Vaz, Gerson Severino, Lucas Ludgero, Renan Matzner e Alefstenio Alves.
Parabéns pessoal!!!!  Vocês estão tocando igual gente grande, levando a música a sério e isso é muito bom e bonito de se ver! Mantenham-se firmes no seu intento e cultivem este sono com responsabilidade e seriedade para que ele possa dar bons frutos.


Aos convidados Bruno Bertola, Túlio Bertola, Rafael Lourenço, Bruno e Willba Dissidente por dividir o palco e compartilhar experiências com os alunos.
Aos professores Felipe Batiston e Adercângelo Adepio por enxergar os alunos além da sala de aula, valorizar a importância da performance musical como experiência para a formação destes jovens talentos e, principalmente, por incentivar, propiciar e oportunizar a eles esta experiência...
E, por fim, gostaríamos de agradecer e parabenizar também ao Rosildo Beltrão e toda a equipe da Quinta da Boa Música pela parceria, profissionalismo, carinho e recepção calorosa com os alunos do Conservatório de Música de Varginha.
Parabéns a todos e que venham muitas outras Quintas da Boa Música para a GIG CEMVA ROCK!


Abraços a todos,
Lílian Sales.